pop-culture

10 Séries pouco conhecidas no Netflix que você precisa conhecer

Tem várias séries que eu assisto no Netflix e que direto eu quero comentar com alguém e ninguém, além da gente, conhece (frustração). Como não tive tempo de encomendar a pesquisa do IBGE, esse é o meu critério para séries pouco conhecidas. Então, para que um dia a gente possa conversar sobre esses seriados (vai que né), fiz uma lista de séries pouco conhecidas no Netflix e listei alguns motivos para você conhecê-las.

Suspense / Policial

The Killing

The Killing foi uma dessas séries que comecei a ver porque não tinha outra. Mas ela se tornou uma das minhas séries policiais favoritas. A série mostra as investigações de Sarah Linden (Mireille Enos) e Holder (Joel Kinnaman). De cara você já acha The Killing diferente das demais séries. Ela não segue aquele modelo batido de um caso por epiśodio, e dedica as duas primeiras temporadas para desvendar o mesmo assassinato. Outra coisa que o seriado quebra são clichês. A protagonista da série é uma mulher forte e competente, totalmente capaz de exercer sua função, porém em momento algum a série retrata ela como perfeita ou infalível. Linden tem vários problemas pessoais e morais que ela precisa enfrentar, e percebemos pelas escolhas de vestuário e maquiagem (ou falta de) que a série tenta mostrá-la como alguém de verdade. O outro protagonista também merece destaque. Holder é um meninão de passado obscuro, mas com o coração no lugar correto. Esses dois personagens tão carismáticos vão fazer você querer passar horas grudado tentando descobrir quem diabos matou essa menina.

Luther

Muitas vezes na vida a gente só quer que alguém resolva o problema, não importa como. E o Sargento Luther é esse alguém. Luther é um investigador britânico especializado em caçar (acho que a melhor palavra é essa mesmo) assassinos em série e outros psicopatas. Interpretado pelo grande Idris Elba, Luther é um personagem complexo, que às vezes parece invencível e em outros momentos parece totalmente frágil. Como normalmente os seus alvos são da pior estirpe, Luther não poupa esforços e subterfúgios para pegar os criminosos (inclusive usando da ajuda de outros psicopatas). Você várias vezes vai se perguntar: “Será que estou de acordo com o que ele fez?”. Provavelmente você vai estar (eu estava), mas com certeza você vai se divertir, sofrer um pouco e ficar aliviado ao ver a “justiça” (na medida do possível) ser alcançada pelas mãos do Luther.

Justified

Raylan (Timothy Olyphant) é um us-marshal (um tipo de policial federal americano). Após ser transferido para sua cidade natal no Kentucky, uma dessas cidades cheias de caipiras e onde todos andam armados, ele volta a se envolver com pessoas e problemas do seu passado. Raylan faz o tipo cowboy machão à moda antiga, com direito a bota e chapéu. Ele basicamente sai chutando portas, prendendo gente e resolvendo a pilha de problemas em que ele vai se metendo. Óbvio que durante o processo ele vai sempre quebrando as regras e usando de toda a sagacidade possível.

Drama / Suspense

Orphan Black

Sarah Manning (Tatiana Maslany) presencia o suicídio de uma mulher que, para a sua surpresa, é idêntica a ela. Assim começa Orphan Black, uma ficção cientifica canadense para lá de doida. Sarah terá que lidar com suas várias irmãs/clones e o grupo secreto malígno que as criou. Ver Tatiana Maslany ter que se virar nos 30 enquanto interpreta as várias versões da sua personagem é bem legal. A trama vai acabar te prendendo, já que você vai querer saber o que afinal de contas está acontecendo nessa história muito maluca.

Ray Donavan

Ray Donavan não se preocupa com problemas, os problemas se preocupam com Ray Donavan. Nessa série de drama, tiro, porrada e bomba, Liev Schreiber interpreta um “resolvedor de problemas” profissional que atua em uma firma responsável por atender os famosos de Hollywood. Além dos problemas dos outros, Ray também precisa administrar os próprios problemas, graças a sua familia nada fácil. Pai criminoso, dois irmãos disfuncionais, filhos adolescentes e mulher em crise. Ray é calado, violento e usa de meios obscuros para resolver esses probleminhas. No fundo ele até tenta ser um cara bom e tal, mas isso ele não faz muito bem. Você vai assistir a série e vai ficar se perguntando (enquanto se diverte) se você gosta ou não do cara.

Comédias

Master of None

Ser um jovem adulto não é simples. Adicione na mistura ser ator, de origem imigrante em um mundo cada vez mais moldado pela internet, vivendo na maior cidade do mundo. Essa é a vida de Dev (Aziz Ansari), um jovem ator de origem indiana tentando viver a sua vida em Nova York. Master of None é uma comédia moderna, sem risadas ao fundo, sem piadas vazias e que vai te fazer rir e raciocinar. O show retrata bem o choque dos millennials (a atual geração de jovens adultos) com a vida adulta, e como eles têm se adaptado (ou não) a ela. Muitas vezes a série deixa clari que na verdade ninguém sabe muito bem o que está fazendo, a gente só segue fazendo.

Arrested Development

Arrested Development conta a história de uma família de elite em decadência. O seriado começa quando o patriarca da família é preso e, consequentemente, a confusão se instaura pelo resto da família. Arrested Development é bastante conhecida lá fora. Por aqui ela não fez tanto sucesso, talvez por ser uma série de 2003. Ela tem um elenco estrelado com Jason Bateman, Will Arnett, Michael Cera, David Cross, Jeffrey Tambor, isso só para citar os principais. Arrested Development é garantia de altas gargalhadas, principalmente quando você se familiarizar com as personalidades e arquétipos peculiares dessa família.

Love

Love é uma comédia romântica estranha, com um casal estranho e improvável. Ele é tipo geek esquisito e ela tipo “não tô nem aí pro mundo mas na verdade estou”. Um casal que você não entende muito bem se vai dar certo, se deveria dar certo e porque dá certo. Ou seja, algo bem parecido com a vida real. Love se passa em Los Angeles e conta a história de Mickey (Gillian Jacobs) e Gus (Paul Rust). Os dois têm (sérios) problemas psicológicos com os quais eles ficam se debatendo na tentativa de descobrir o que fazer. A série nos lembra esse processo de se aproximar de alguém, o medo de se entregar, as dúvidas sobre a outra pessoa e todos os demais desafios que enfrentamos em um novo relacionamento.

Peep Show

Peep Show não é uma śerie nova (1996) e nem inovadora. Ela é uma śerie inglesa que conta a vida de dois colegas de quarto totalmente opostos. Mark Corrigan (David Mitchell) é um nerd incapaz de se arriscar tanto profissionalmente quanto amorosamente, enquanto Jeremy (Robert Webb) é um desmiolado que acha que vai ser DJ, mas tudo que faz é viver às custas do amigo. Parece simples, mas esse clássico do humor inglês faz isso com maestria. Já dá pra imaginar que eles vão entrar em situações ridículas e tão desconfortáveis que você não sabe se ri ou se fica triste e preocupado com os caras.

iZombie

Olivia Moore (Rose McIver) era uma menina toda certinha, formanda em medicina, noiva prestes a casar, estudiosa, etc e tal. Um dia ela resolve ir a uma festa, que dá uma merda grande e acaba virando uma zumbi. Mas não um zumbi desses tipo Walking Dead. Ela parece uma pessoa normal, mas que na verdade está morta-viva e precisa comer cérebros. Juntando o útil ao agradável, ela vai trabalhar como médica legista da polícia, onde consegue vários cérebros para comer. Porém, quando ela come alguém, surgem algumas memórias da pessoa morta. E é óbvio que ela usa esse “poder” para ajudar a polícia nas investigações. iZombie é uma série de comédia/policial/drama que foi baseada nos quadrinhos de mesmo nome e que vale a pena checar.